04 setembro 2008

A quinta temporada de... "Will & Grace" (1998-2006)

No final da quarta temporada, Will e Grace tinham decidido que (talvez) fosse altura de terem um filho. Por inseminação artificial, é claro. Algumas peripécias depois, entramos na quinta season e encontramos Grace a ser salva pelo seu cavaleiro andante, Leo (Harry Connick Jr.). Sim, esta é a temporada em que Grace se separa de Will e finalmente se casa! Com direito a cerimónia judaica e tudo, porque Leo, além de médico, é judeu, como Grace. Qual "match made in heaven"...

Quanto ao resto do elenco, é claro que a ideia de Will e Grace serem pais acaba por ser posta de lado, Will volta à procura activa do homem da sua vida (Dan Futterman será?), Karen apanha o marido Stan em flagrante com a amante (uma Minnie Driver igual a ela, mas mais nova) e Jack regressa ao showbusiness, para ser ele próprio um mestre e inspiração para outros actores (Emily Rutherfurd, a sua maior fã).

[Classificação] Rir é o melhor remédio e, aqui, as gargalhadas estão garantidas 7/10

A quinta temporada




Esta série está agora a ser exibida na SIC Mulher.

26 agosto 2008

A terceira temporada de... "The L Word" (2004)

Quando não se é hetero, é-se marginal? Parece que sim, depois de mais uma temporada da polémica e maníaco-depressiva "Letra L".

O elenco cresceu e conta agora com Max/Moira (Daniela Sea) no papel de um transexual que quer sentir-se bem no seu corpo e sobretudo ser aceite pelos outros. Porque a sociedade não olha com bons olhos duas meninas que se beijam em público...

O grupo de amigas "lésbicas" que nos habituamos a acompanhar continua a atravessar fases difíceis. Bette (Jennifer Beals) assiste ao crescente afastamento da sua companheira (Tina/Laurel Holloman), que mais tarde acaba por confessar sentir-se de novo atraída pelo sexo oposto. Já Dana (Erin Daniels) troca Alice (Leisha Hailey) por Lara (Lauren Lee Smith). E não é a única a dar uma "facadinha" na sua relação, já que Shane (Katherine Moenning) continua indomável, apesar da paixão caliente por Carmen (Sarah Shahi).

Quem parece que também veio para ficar é Helena Peabody (Rachel Shelley). Esta menina rica e mimada fica de mãos a abanar no final da temporada e parece que vai ter uma grande season pela frente! Aproveitem que já está a passar na Fox Life, às quintas à noite.

[Classificação] Mantenho a teoria da boa "telenovela", mas só um pouco. É que esta série tem a coragem de um verdadeiro drama, sem finais felizes no horizonte 7/10

A terceira temporada


Site oficial http://www.thelwordonline.com/
IMDb http://www.imdb.com/title/tt0330251


Actualmente em exibição no canal Fox Life às quintas-feiras (21h50).

A rentrée de... "Grey's Anatomy" (2005)


09 agosto 2008

O óbito de... Bernie Mac (1957-2008)

Vimo-lo no grande ecrã em papéis como Frank Catton na saga Ocean's Eleven, mas foi no pequeno ecrã, com a série "The Bernie Mac Show" (exibida pela também desaparecida SIC Comédia), que nos conquistou por completo.

Era o tio durão de três miúdos (uma adolescente, um rapaz e uma menina pequena), que falava com o público em tom de desabafo sobre o seu quotidiano atribulado. O papel valeu-lhe duas nomeações para os Emmys e, apesar de não ter sido distinguido com o prémio, revolucionou o conceito de sitcom familiar durante as cinco temporadas do seu programa (2001-2006).

Chegou tarde ao showbusiness e a sua carreira durou pouco mais de 15 anos. Aos 50, Bernie Mac fechou as portas à comédia e, hoje, temos menos um motivo para rir.

A notícia
Bernie Mac, Comic From TV and Film, Is Dead at 50
Published: August 9, 2008

Bernie Mac, a stand-up comic who played evil-tongued but lovable rogues in films like “Bad Santa” and “Mr. 3000” and combined menace and sentiment as a reluctant foster father on “The Bernie Mac Show” on Fox, died on Saturday in Chicago. He was 50 and lived near the city.

The cause was complications from pneumonia, his publicist, Danica Smith, said.

Mr. Mac, an angry stage presence with a line of scabrous insults, parlayed his success as a stand-up comedian onto the big screen in a string of comedies that usually cast him as wily con men like Pastor Clever in “Friday” (1995) and Gin, the store detective in “Bad Santa” (2003). He also excelled playing short-tempered misanthropes, notably in his starring role as Stan Ross, the nation’s most hated baseball player, in “Mr. 3000” (2004).

in The New York Times - Television

05 agosto 2008

Televisão à portuguesa :: Os Andrades

Uma das minhas séries habituais no início da década de 90 era Os Andrades. Uma sitcom portuguesa divertida e bem disposta, bem feita e que era apelativa. Graças à RTP Memória pude rever hoje um dos episódios. O genérico tem a música Uma Casa Portuguesa, que se aplica na perfeição à série. Curioso como nestas sitcoms (já tinha acontecido noutra, nos anos 80, a excelente Lá em Casa Tudo Bem, com Raúl Solnado) tinhamos uma qualidade impressionante, tanto de argumento como de interpretações. Já nas telenovelas andávamos a anos luz de tudo o resto!


OS ANDRADES
Uma família do norte que vive histórias atribuladas mas bem dispostas, onde a amizade e a confusão são uma constante.

03 agosto 2008

A quinta temporada de... "Family Guy" (1999-)

Para quem gosta de comédia e animação, "Family Guy" é daquelas séries obrigatórias. Pouco recomendado a miúdos, tem piadas para adultos e, na minha opinião, o melhor de tudo são as remissões para outras séries ou até ícones da cultura pop.

A quinta temporada começa da forma mais improvável - o Stewie finalmente sente amor pela mãe, Lois, ao ponto de saturá-la - e termina com um cenário de outro mundo (basicamente, o que teria acontecido se Peter não tivesse convidado Lois para um baile quando ambos se conheceram).

De resto, é o habitual - o preguiçoso do Peter a meter-se em sarilhos, Lois a tentar ajudá-lo mesmo quando não merece, o cão Brian a dar importantes lições ao precoce Stewie, a falta de inteligência de Chris combinada com a ausência de sex-appeal da adolescente Megan. É rir e voltar a rir quando menos se espera.

[Classificação] Comédia simples e eficaz no género de animação 7/10


A quinta temporada
Esta série foi exibida na SIC Radical.

01 agosto 2008

"True Blood", de Alan Ball

Alan Ball, o criador da série fora deste mundo, Sete Palmos de Terra, tem nova coqueluche, desta feita sobre vampiros num bairro norte-americano: True Blood.






Entrevista com Alan Ball sobre a série
HBO: After 'Six Feet Under,' making a show about vampires is a bit of a departure — what can viewers expect from 'True Blood?'
Alan Ball: It's based on a series of books written by Charlaine Harris, and it takes place in a world where vampires have made their presence known to humans. They've come out of the coffin, so to speak, because of the development by a Japanese biotech firm of synthetic blood for medical purposes, which the vampires claim fulfills all of their nutritional needs. So they've organized, and they're struggling for assimilation and for equal rights. That's sort of the big-world picture, and then in the small world of the show, which is a very small town in northern Louisiana, there is a waitress who works in a roadhouse, and she's telepathic, which has been a seriously debilitating pain in the ass for her. Everybody thinks she's crazy. She has no social life because of this, and then she meets a vampire. And because, technically, he has no brainwaves, she doesn't really hear his thoughts. So for the first time in her entire life, she can relax and be herself and not be on guard about hearing people's private, innermost things. And then there's a huge array of other characters; it's a really fun show. I remember when I was first pitching it, I said, ''This is popcorn TV for smart people.''

26 julho 2008

A quarta temporada de... "Will & Grace" (1998-2006)

"Ladies and gentlemen, let´s welcome our guests... It's Will & Grace!" A dupla de roomates mais provável da Manhattan dos anos 1990 vive, ao longo da quarta season, os habituais altos e baixos, salpicados com uma dose q.b. de humor e bom gosto. A meio caminho, a série mantém vivas as qualidades que a distinguiram e, quanto ao argumento, são sempre possíveis e plausíveis as peripécias que batem à porta do apartamento de Will & Grace. Egoístas e mimados, pensam, a dada altura, comprar um novo apartamento... mudam-se para a mansão dos apartamentos e descobrem que, afinal, preferiam o T2 em que, antes, recebiam o espectador. Karen vive atormentada (dentro do possível) com a prisão do marido... será amor? Ou simplesmente carência afectiva? Certamente não é nada que uma garrafita de vodka não anestesie. Já Jack questiona o seu talento (cof cof) e chega mesmo a por um ponto final na sua carreira como actor e dançarino gay. Mas será que vai conseguir resistir ao chamamento do palco? "That's for me to know and you to watch on tv!"

[Classificação] Mais uma boa companhia para o serão de um dia stressante de trabalho. Para desfrutar, basta utilizar o telecomando e manter os olhos abertos 7/10

A quarta temporada


Esta série está agora a ser exibida na SIC Mulher.

19 julho 2008

Notícias de... "Grey's Anatomy" (2005-)

Katherine Heigl vai manter-se na série, diz o presidente da ABC Entertainment, Stephen McPherson. Na quinta temporada, a sua personagem vai viver "uma história inacreditável", central no enredo.

Greys Anatomy Will Keep Heigl
By BRIAN STELTER; Compiled by JULIE BLOOM
Published: July 18, 2008

Katherine Heigl, below, will remain on “Grey’s Anatomy” next season, despite speculation that she wanted to free herself from her commitment to the series, Stephen McPherson, the president of ABC Entertainment, said Wednesday. Ms. Heigl, 29, who plays the resident Izzie on the medical drama, said last month that she had removed herself from the running for an Emmy nomination because she felt she was not “given the material this season to warrant” one. The comment fueled talk that Ms. Heigl, a star of “Knocked Up” and “27 Dresses,” wanted to leave the show to pursue movie projects. On Wednesday Mr. McPherson called the turmoil “unfortunate” but dismissed talk that she would leave the cast. “There’s an unbelievable story line for her this year, which is really central to everything that’s going to go on this season,” he said. “Grey’s Anatomy” ranked among the Top 10 shows last season, with an average of 15.6 million viewers.

in The New York Times - Arts

09 julho 2008

Recordar... "Baywatch" (1989-2001)

"Baywatch" no IMDB

A série "Baywatch" é, normalmente, uma espécie de fantasia masculina que pode surgir a qualquer momento numa conversa de homens. Eu percebo porquê, como é óbvio. Actrizes com o físico de uma Pamela Anderson a correrem pela praia de fato de banho vermelho, cabelos loiros ao vento e corpo bronzeado (para não falar nos outros atributos) satisfazem o padrão de elevada exigência do outrora chamado sexo forte. LOL!

Provocações à parte, gostaria de dizer que "Baywatch" também faz parte do meu imaginário de adolescente, assim como (penso eu) de grande parte das raparigas da minha geração. É claro que David Hasselhoff (or should I say... Mitch... Mitch Buchannon?) já não tinha idade para interpretar o hunk da série, como o fez antes no lendário "Justiceiro", mas é provável que servisse como um piscar de olho ao público feminino nos seus trintas ou -entas. A minha onda, confesso, era mais David Charvet e Kelly Slater (ambos presentes no genérico apresentado). Não me lembro bem, mas devem ter merecido longos suspiros, naqueles finais de tarde que passei agarrada ao ecrã da TVI...

Porém, não era isso que tornava obrigatório estar às 18 ou 19 horas em ponto em frente à televisão. Eram aquelas histórias de fórmula simples: alguém corre perigo, a equipa da "Baywatch" entra em acção e, mais uma vez, o dia é salvo. Simpatizei igualmente com algumas actrizes femininas - assim de repente lembro-me de Yasmine Bleeth ou Erika Eleniak. Mas, como é natural, acabou por chegar uma altura em que a "fórmula simples" atingiu o ponto de saturação e passei a mudar de canal (ou a própria TVI mudou de programação). Apesar disso, ainda hoje, este genérico, esta música, estes rostos fazem-me sorrir e regressar ao sofá da sala da casa dos meus pais, em tardes de Verão como esta, só que na década passada.